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Da base ao profissional, em todo o litoral alagoano: o esporte tem regra, calendário e quem zela por ele. A FESSEA conecta atletas, associações e o mar.

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Só atletas filiados à FESSEA correm as etapas do Circuito Alagoano de Surf - circuito oficial que pontua no ranking estadual e abre direito ao Bolsa Atleta (estadual e federal) e a disputar os campeonatos como delegação alagoana.

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Em todas as etapas: seguro do atleta e do evento, emitido conforme a documentação da filiação.

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/ História

André Luiz

Diretor Executivo

O surf entrou na vida de André Luiz no início dos anos 1990 e, desde então, nunca mais saiu.

Hoje, aos 51 anos, André olha para trás e reconhece no esporte muito mais do que uma fase da juventude. O surf se tornou parte da sua formação, das suas amizades, dos seus valores e da maneira como ele enxerga a vida.

Na época, André morava no Edifício Jamaica, em frente à Praia de Jatiúca, em Maceió. Foi ali que começou sua aproximação com o mar. O primeiro incentivo veio de seu sobrinho, que costumava deixar uma prancha em sua casa. A curiosidade virou vontade, a vontade virou prática e, pouco a pouco, as ondas passaram a fazer parte da sua rotina.

Na praia, surgiram também novas amizades. Algumas delas atravessaram os anos e ajudaram a fortalecer ainda mais sua ligação com o surf.

Entre 1992 e 1994, André participou de competições e eventos importantes para o cenário alagoano da época. Esteve presente em campeonatos promovidos pela AAS, ainda nos primeiros anos de atuação da entidade, além de participar do Luau Gazeta e do Campeonato da Coca-Cola.

Mas sua trajetória não se limitou ao esporte.

Em 1994, André foi aprovado na Escola Técnica Federal de Satuba, onde iniciou sua formação como técnico agrícola. Alguns anos depois, em 1998, seguiu para o interior de Alagoas para cuidar das propriedades da família.

Foram cerca de 15 anos longe da rotina das praias de Maceió, mas nunca verdadeiramente distante do surf.

Quando retornou à capital, reencontrou também essa parte importante da sua história. Ao lado de Paulo Marinho, proprietário da marca NorthShore, criou a Surf Club, projeto que deu origem a diversos circuitos e eventos de surf, ajudando a movimentar o cenário esportivo local e a aproximar novamente André das competições e da comunidade do surf.

Nesse mesmo percurso, André decidiu buscar uma nova formação. Ingressou na faculdade de Direito e concluiu o curso em 2017, somando mais uma experiência importante à sua trajetória pessoal e profissional.

Apesar dos diferentes caminhos percorridos, uma coisa permaneceu constante: a relação com o surf.

Para André, o esporte foi uma verdadeira escola de vida. Foi no mar que aprendeu sobre disciplina, respeito, amizade, coragem, perseverança e equilíbrio.

“Sou grato a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecer um esporte que ajudou a formar a pessoa que sou e o meu caráter: o surf.”

Agora, como integrante da Diretoria Executiva da Federação Alagoana de Surf, André inicia um novo capítulo dessa história. Seu objetivo é colocar toda a experiência adquirida ao longo dos anos a serviço do desenvolvimento do surf em Alagoas.

Mais do que olhar para o passado, ele quer contribuir para o futuro: fortalecer o esporte, valorizar atletas, apoiar novos talentos, incentivar competições e ajudar a construir cada vez mais oportunidades para quem vive e ama o surf no estado.

Porque algumas histórias começam no mar e continuam sendo escritas a cada nova onda.

/ História

Aislan Pontes

Presidente

O surf faz parte da vida de Aislan Pontes praticamente desde a infância.

Hoje, aos 47 anos, pós-graduado em Educação Física e com cerca de 40 anos de ligação com o esporte, Aislan construiu uma trajetória que ultrapassa as competições. Foi atleta, árbitro, diretor técnico, treinador, organizador de eventos e operador de sistemas profissionais de julgamento. Em diferentes funções, permaneceu sempre conectado ao mesmo propósito: contribuir para o desenvolvimento do surf.

Sua história começou aos 7 anos, por influência do irmão. Foi na Praia do Francês, em Alagoas, que pegou sua primeira onda. A experiência marcou o início de uma relação que nunca mais seria interrompida.

Aos 10 anos, Aislan já participava de competições estaduais. Dois anos depois, aos 12, encarou seu primeiro campeonato fora de Alagoas, em Pernambuco. A partir daí, passou a disputar diversas competições estaduais e nacionais, vivendo intensamente o ambiente competitivo durante boa parte da juventude.

Com o passar dos anos, no entanto, sua relação com as competições começou a mudar.

Aos 27 anos, ingressou na faculdade de Educação Física. Já não sentia a mesma necessidade de competir, mas também não conseguia se imaginar distante dos palanques, das baterias e da organização dos campeonatos.

Foi então que encontrou uma nova maneira de permanecer dentro do esporte.

Aislan realizou seu primeiro curso de arbitragem e começou a trabalhar nos eventos locais. O primeiro curso abriu caminho para vários outros e, progressivamente, ele foi se consolidando como árbitro oficial da Federação Alagoana de Surf.

Sua experiência e conhecimento técnico o levaram a assumir novas responsabilidades. De juiz, passou à função de Head Judge, responsável pela coordenação da arbitragem, e também se tornou diretor técnico da Federação Alagoana de Surf.

Mas acompanhar as competições da bancada de julgamento ainda não era suficiente.

Aislan queria compreender e participar também da produção dos eventos. Foi quando passou a organizar campeonatos na Praia de Cruz das Almas, em Maceió, por meio da ASCA - Associação de Surf de Cruz das Almas.

Em um período em que os eventos da Federação estavam paralisados, os campeonatos promovidos pela ASCA ganharam protagonismo e ajudaram a manter o calendário competitivo do surf alagoano ativo. O reconhecimento foi crescendo, assim como o nível das competições e das premiações.

Em determinado momento, os campeões do circuito chegaram a receber como prêmio passagens para o Peru, demonstrando a dimensão que os eventos alcançaram dentro do cenário estadual.

Mesmo atuando como organizador, Aislan nunca abandonou a arbitragem.

Foi nesse período que surgiu sua primeira oportunidade junto à CBSurf, abrindo as portas para trabalhar como juiz em competições nacionais. Com o passar dos anos, ampliou sua experiência e chegou também a participar de eventos profissionais da World Surf League (WSL), consolidando sua trajetória na arbitragem do surf.

Sua contribuição, no entanto, também chegou diretamente à formação de atletas.

Aislan foi técnico da primeira equipe alagoana estruturada com foco específico em competições, ligada à marca de pranchas North Shore. O trabalho envolvia treinamentos físicos, técnicos e táticos direcionados ao desempenho competitivo.

Foi nesse projeto que surgiu um resultado histórico para o surf alagoano: Wellington Reis conquistou um título brasileiro em categoria de base, resultado que marcou uma geração e se tornou uma das principais conquistas do estado no cenário nacional.

Sempre interessado em compreender todas as etapas que envolvem uma competição de surf, Aislan decidiu aprofundar seus conhecimentos também no funcionamento dos sistemas responsáveis pelas notas, prioridades e transmissão dos campeonatos.

Passou então a integrar a equipe de operadores da SurfByte, empresa especializada em sistemas de julgamento, transmissão, prioridade e processamento computadorizado de notas utilizados em competições de surf. Uma função que exerce até hoje, paralelamente à carreira de profissional de Educação Física.

Ao longo de quatro décadas, Aislan esteve dentro da água, nos palanques, na arbitragem, nos treinamentos, na organização e nos bastidores tecnológicos das competições.

Poucas trajetórias permitem enxergar o surf por tantos ângulos diferentes.

E talvez seja justamente essa diversidade de experiências que melhor represente sua relação com o esporte: o surf deixou de ser apenas uma prática ou uma competição para se tornar parte permanente de sua vida.

Hoje, sua experiência acumulada ao longo de décadas permanece a serviço do fortalecimento do surf alagoano e da construção de novas oportunidades para atletas, profissionais e futuras gerações do esporte.

/ História

Carlos Henrique

Diretor Financeiro

Uma trajetória de superação, formação de atletas e dedicação ao desenvolvimento do surf alagoano.

A história de Carlos Henrique Leandro da Silva com o surf vai muito além das ondas. Aos 33 anos, ele carrega uma trajetória marcada pela superação, pelo compromisso com a formação de novos atletas e pelo desejo de transformar vidas por meio do esporte.

Sua relação com a superação começou muito antes de conhecer o surf.

Aos 4 anos de idade, Henrique sofreu um grave acidente que provocou queimaduras em aproximadamente 70% do seu corpo. As marcas permaneceram e passaram a fazer parte de sua identidade, inclusive dando origem ao apelido pelo qual ficou conhecido: “Queimado”.

Mas essas marcas nunca definiram os limites de sua história.

Foi aos 11 anos que Henrique encontrou no mar uma nova maneira de enxergar a vida. O surf chegou como uma oportunidade de transformação e, aos poucos, tornou-se parte fundamental de quem ele é.

Dentro da água, aprendeu valores que levaria para todas as outras áreas de sua vida: disciplina, respeito, persistência, coragem e união.

O que começou como uma paixão pessoal se transformou, com o passar dos anos, em um compromisso com o desenvolvimento do esporte e com as futuras gerações.

Em Coruripe, no litoral sul de Alagoas, Henrique deu um passo importante nessa trajetória ao fundar a primeira escolinha de surf da cidade, por meio do projeto Surf Lagoa Beach.

A iniciativa nasceu com o propósito de aproximar crianças e jovens do esporte, oferecer oportunidades de aprendizado e contribuir para a formação de novos talentos.

Mais do que ensinar técnicas para pegar ondas, o trabalho desenvolvido na escolinha passou a representar uma oportunidade de transmitir valores e mostrar que o surf também pode ser um instrumento de educação, inclusão e transformação social.

Entre os resultados mais significativos dessa caminhada está uma conquista que une sua atuação como formador de atletas à sua história como pai.

Seu filho tornou-se o primeiro campeão alagoano da categoria Sub-10, resultado que representa não apenas uma conquista esportiva para a família, mas também a importância do investimento nas categorias de base.

Para Henrique, essa conquista reforçou uma convicção que já orientava seu trabalho: o desenvolvimento do surf começa pela oportunidade oferecida às crianças e pela dedicação de quem acredita em seu potencial.

Sua contribuição para o esporte, entretanto, não ficou restrita à formação de atletas.

Ao perceber a necessidade de ampliar as oportunidades para os surfistas da região, Henrique passou também a idealizar e organizar campeonatos e ações voltadas ao fortalecimento do surf em Coruripe.

Essa atuação o levou a participar de uma iniciativa fundamental para a organização do esporte no município: a fundação da ASC – Associação de Surf de Coruripe.

Como fundador e presidente da associação, assumiu responsabilidades relacionadas à estruturação da entidade, à mobilização da comunidade esportiva e à criação de condições para o crescimento do surf local.

A experiência permitiu que conhecesse o esporte por diferentes perspectivas: como praticante, treinador, organizador de eventos e dirigente.

Cada uma dessas funções ampliou sua compreensão sobre os desafios enfrentados pelos atletas e sobre a importância de instituições capazes de representar e fortalecer o surf.

Sua trajetória também foi construída fora do ambiente esportivo.

Ao longo dos anos, Henrique reuniu experiências profissionais em diferentes áreas, incluindo Administração, fotografia profissional, elétrica e turismo, com atuação por meio de uma agência de viagens e receptivo turístico.

Essa diversidade de experiências ampliou sua visão sobre gestão, organização, comunicação e relacionamento com o público, competências que também contribuem para sua atuação no desenvolvimento do esporte.

Assim como no surf, sua caminhada profissional foi marcada pela disposição de aprender, enfrentar novos desafios e assumir diferentes responsabilidades.

Mesmo diante das atividades profissionais, Henrique nunca se afastou de sua ligação com o mar.

O trabalho na escolinha em Coruripe continua sendo uma das maneiras pelas quais mantém essa conexão com o esporte e participa diretamente da formação de novas gerações.

Agora, sua trajetória ganha um novo capítulo.

Como diretor da FESSEA – Federação de Surf e SUP do Estado de Alagoas, Henrique amplia seu campo de atuação e assume o compromisso de contribuir para o desenvolvimento do surf em todo o território alagoano.

A experiência construída em Coruripe passa a integrar uma responsabilidade maior: fortalecer as associações, incentivar as categorias de base, apoiar a realização de competições e ajudar a ampliar as oportunidades para atletas e profissionais ligados ao esporte.

Henrique reconhece que o aprendizado é permanente e que os desafios de uma federação exigem diálogo, responsabilidade, dedicação e trabalho coletivo.

Mas acredita também que cada etapa de sua história, desde as primeiras ondas até a atuação como dirigente, contribuiu para prepará-lo para esse momento.

Sua caminhada demonstra que o surf pode representar muito mais do que resultados em campeonatos.

Pode ser um caminho de superação, uma ferramenta de formação humana e uma oportunidade de construir um futuro diferente para crianças e jovens.

Aos 4 anos, um acidente deixou marcas em seu corpo. Aos 11, o encontro com o mar deu início a uma história que transformaria sua vida.

Mais de duas décadas depois, essa mesma paixão continua impulsionando seu trabalho.

Hoje, Henrique coloca sua experiência, dedicação e compromisso a serviço da FESSEA, com o propósito de fortalecer o surf alagoano, valorizar suas associações e contribuir para que novas gerações encontrem no esporte oportunidades de crescimento, conquistas e transformação.

Porque sua história começou com marcas no corpo, mas foi o surf que marcou sua vida.

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